{"id":5553,"date":"2018-06-13T15:03:32","date_gmt":"2018-06-13T18:03:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caritasne2.org.br\/?p=5553"},"modified":"2018-06-15T15:32:54","modified_gmt":"2018-06-15T18:32:54","slug":"migrantes-e-refugiados-lideram-espacos-de-protagonismo-e-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/migrantes-e-refugiados-lideram-espacos-de-protagonismo-e-resistencia\/","title":{"rendered":"Migrantes e refugiados lideram espa\u00e7os de protagonismo e resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA melhor forma de ajudar os migrantes e refugiados \u00e9 contribuindo para sua autonomia\u201d. \u00c9 o que defende o\u00a0haitiano Phanel Georges, um dos participantes do painel \u201cAprendendo com os espa\u00e7os de resist\u00eancias e protagonismo dos migrantes e refugiados\u201d realizado, na manh\u00e3 desta quarta (13), durante o Semin\u00e1rio Internacional de Migra\u00e7\u00f5es e Ref\u00fagio &#8211; Caminhos para a Cultura do Encontro, em Bras\u00edlia (DF).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m contribu\u00edram como painelistas Alberto Imbunde (Coletivo de Estudantes Africanos \u2013 CE), Ualiid Hussein Alo Mohd Rabad (Federa\u00e7\u00e3o \u00c1rabe Palestina no Brasil) e Massar Sarr (Comunidade Senegalesa) e Catalina Revollo (Coletivo La Clandestina e Coletivo Colombiansxs pela Paz).<\/p>\n<p>Georges partilhou a iniciativa da Associa\u00e7\u00e3o de Haitianos (MG) que, desde 2015, atua na defesa dos direitos dos haitianos em casos de viola\u00e7\u00f5es, direciona, orienta e os encaminha para os servi\u00e7os de atendimento p\u00fablico, auxilia com as dificuldades lingu\u00edsticas e busca a capta\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos e privados para desenvolvimento de projetos educacionais, culturais\u00a0\u00a0e sociais, al\u00e9m de parcerias com entidades p\u00fablicas e privadas para a\u00e7\u00f5es de fortalecimento e autonomia dos imigrantes. A associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem como pauta preservar, valorizar e divulgar a cultura haitiana no Brasil, atrav\u00e9s de iniciativas como o Migravoz, primeiro concurso de canto entre os imigrantes haitianos, realizado em dezembro de 2017.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/caritas.org.br\/migrantes-e-refugiados-lideram-espacos-de-protagonismo-e-resistencia\/38976\/whatsapp-image-2018-06-14-at-08-42-13-2\" rel=\"attachment wp-att-39009\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-39009 alignleft\" src=\"http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.13-2-300x225.jpeg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.13-2-300x225.jpeg 300w, http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.13-2-768x576.jpeg 768w, http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.13-2-1024x768.jpeg 1024w, http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.13-2.jpeg 1280w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>A auto-organiza\u00e7\u00e3o para o fortalecimento da autonomia tamb\u00e9m \u00e9 algo presente na\u00a0Associa\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Senegaleses.\u00a0<\/em>\u201cA\u00a0\u00a0gente estava crescendo, e conversando, pensamos em como pod\u00edamos nos organizar\u201d, diz Massar Sarr, da Associa\u00e7\u00e3o Senegaleses.\u00a0Criada em 2013, a organiza\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0desenvolve com a comunidade e os rec\u00e9m chegados a\u00e7\u00f5es como\u00a0\u00a0o apoio na tramita\u00e7\u00e3o legal para regulariza\u00e7\u00e3o da perman\u00eancia, localiza\u00e7\u00e3o de parentes e amigos e aux\u00edlio na conquista\u00a0\u00a0de moradia e emprego.<\/p>\n<p>Cultura e pol\u00edtica s\u00e3o alguns dos elementos que d\u00e3o vida aos Coletivos La Clandestina e Colombianxs pela Paz. A colombiana Catalina, que hoje mora no Rio de Janeiro, explica que o Coletivo La Clandestina busca, atrav\u00e9s da m\u00fasica, teatro e circo,\u00a0 fortalecer as manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e culturais lationamericanas. Uma das a\u00e7\u00f5es do coletivo, que \u00e9 composto por artistas do Chile, M\u00e9xico, Peru, Col\u00f4mbia e Brasil, \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o da festa Clandestina.\u00a0\u201cO\u00a0coletivo est\u00e1 primordialmente na rua ou em locais tidos como clandestinos, com m\u00fasicas n\u00e3o comerciais e interven\u00e7\u00f5es urbanas\u201d, explica. J\u00e1 o Coletivo Colobianxs pela paz teve sua cria\u00e7\u00e3o impulsionada pela defesa dos acordos de paz na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Nascido da Guin\u00e9 Bissau, Alberto Imbunde, chegou em 2009 no Cear\u00e1 com o desejo de ingressar na universidade. \u201cMeu pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 em guerra, mas est\u00e1 no mesmo patamar. Voc\u00ea pode s<a href=\"http:\/\/caritas.org.br\/migrantes-e-refugiados-lideram-espacos-de-protagonismo-e-resistencia\/38976\/whatsapp-image-2018-06-14-at-08-42-14\" rel=\"attachment wp-att-39010\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-39010 alignright\" src=\"http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.14-300x225.jpeg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.14-300x225.jpeg 300w, http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.14-768x576.jpeg 768w, http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.14-1024x768.jpeg 1024w, http:\/\/caritas.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/WhatsApp-Image-2018-06-14-at-08.42.14.jpeg 1280w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>air e ter doutorado e voltar, mas, se n\u00e3o tiver uma liga\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, voc\u00ea n\u00e3o trabalha.\u00a0\u00a0Desde a primeira elei\u00e7\u00e3o, em 1994, um presidente nunca completou mandato, ou termina por morte, ou golpe\u201d, explica.\u00a0\u00a0Alberto\u00a0\u00a0aponta a dificuldade do visto de refugiado no Brasil e destaca que a falta da documenta\u00e7\u00e3o contribui para que refugiados estejam no trabalho informal e mais\u00a0vulner\u00e1veis a situa\u00e7\u00f5es de trabalho an\u00e1logo ao escravo.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0Ualiid Hussein , da Federa\u00e7\u00e3o \u00c1rabe Palestina no Brasil, partilhou a hist\u00f3ria dos Palestinos e sinaliza que mesmo com a resolu\u00e7\u00e3o que define o retorno dos palestinos, ainda n\u00e3o houve efetiva\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o\u00a0\u00a0e nenhuma san\u00e7\u00e3o aplicada em resposta ao n\u00e3o cumprimento. Ualiid destaca que existem cerca de cinco milh\u00f5es de palestinos espalhados em campus de refugiados. \u201cEm propor\u00e7\u00e3o \u00e9 como se de cada 47 refugiados no mundo, 46 fossem palestinos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o das falas, os painelistas se dividiram em tendas para um di\u00e1logo mais aprofundado com o p\u00fablico.\u00a0O Semin\u00e1rio Internacional de Migra\u00e7\u00f5es e Ref\u00fagio \u2013 Caminhos para a Cultura do Encontro inicia na tarde dessa ter\u00e7a-feira (12) e segue at\u00e9\u00a0a pr\u00f3xima quinta-feira (14), no Centro Cultural Bras\u00edlia. O evento \u00e9 organizado pela C\u00e1ritas Brasileira, Setor Pastoral da Mobilidade Humana da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (SMH-CNBB), o Servi\u00e7o Jesu\u00edta a Migrantes e Refugiados (SJMR), o Servi\u00e7o Pastoral dos Migrantes (SPM), o Instituto de Migra\u00e7\u00f5es e Direitos Humanos (IMDH), o Centro Scalabriniano de Estudos Migrat\u00f3rios (CSEM) e a Miss\u00e3o Paz.<\/p>\n<p><em>Por\u00a0Morgana Dam\u00e1sio<\/em><\/p>\n<p><em>Fotos: Francielle Oliveria<\/em><\/p>\n<p><em>Rede de Comunicadores\/as da C\u00e1ritas Brasileira<\/em><\/p>\n<ul class=\"ssb_list_wrapper\"><li class=\"fb2\" style=\"width:135px\"><iframe src=\"\/\/www.facebook.com\/plugins\/like.php?href=https%3A%2F%2Fwww.caritasne2.org.br%2Fsite%2Fmigrantes-e-refugiados-lideram-espacos-de-protagonismo-e-resistencia%2F&amp;layout=button_count&amp;action=like&amp;show_faces=false&amp;share=true&amp;width=135&amp;height=21&amp;appId=307091639398582\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" style=\"border:none; overflow:hidden;  width:150px; height:21px;\" allowTransparency=\"true\"><\/iframe><\/li><li class=\"twtr\" style=\"width:90px\"><a href=\"https:\/\/twitter.com\/share\" class=\"twitter-share-button\" data-url=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/migrantes-e-refugiados-lideram-espacos-de-protagonismo-e-resistencia\/\">&nbsp;<\/a><script>!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=\/^http:\/.test(d.location)?'http':'https';if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+':\/\/platform.twitter.com\/widgets.js';fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, 'script', 'twitter-wjs');<\/script><\/li><li class=\"gplus\" style=\"width:68px\"><div class=\"g-plusone\" data-size=\"medium\" data-href=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/migrantes-e-refugiados-lideram-espacos-de-protagonismo-e-resistencia\/\"><\/div><\/li><li class=\"ssb_linkedin\" style=\"width:64px\"><script src=\"\/\/platform.linkedin.com\/in.js\" type=\"text\/javascript\">lang: en_US<\/script><script type=\"IN\/Share\" data-url=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/migrantes-e-refugiados-lideram-espacos-de-protagonismo-e-resistencia\/\" data-counter=\"right\"><\/script><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA melhor forma de ajudar os migrantes e refugiados \u00e9 contribuindo para sua autonomia\u201d. \u00c9 o que defende o\u00a0haitiano Phanel Georges, um dos participantes do painel \u201cAprendendo com os espa\u00e7os de resist\u00eancias e protagonismo dos migrantes e refugiados\u201d realizado, na manh\u00e3 desta quarta (13), durante o Semin\u00e1rio Internacional de Migra\u00e7\u00f5es e Ref\u00fagio &#8211; Caminhos para a Cultura do Encontro, em Bras\u00edlia (DF). 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