{"id":4727,"date":"2017-05-18T15:46:50","date_gmt":"2017-05-18T18:46:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ne2.caritas.org.br.s174889.gridserver.com\/?p=4268"},"modified":"2017-07-12T14:47:53","modified_gmt":"2017-07-12T17:47:53","slug":"muito-mais-uma-casa-familia-agricultora-vivera-dignidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/muito-mais-uma-casa-familia-agricultora-vivera-dignidade\/","title":{"rendered":"Muito mais que uma casa: fam\u00edlia agricultora viver\u00e1 com dignidade"},"content":{"rendered":"<p>Paredes constru\u00eddas com tijolos, sanit\u00e1rio, instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, hidr\u00e1ulica e uma cisterna para garantir o acesso \u00e0 \u00e1gua para consumo humano. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, esse era o modelo de casa desejado pela fam\u00edlia de dona Maria Jos\u00e9 da Silva (30), mas, nesta sexta-feira (19), a partir das 14h, esse sonho ser\u00e1 realidade e tem como endere\u00e7o a comunidade Junco, localizada na zona rural de Paranatama (PE).<\/p>\n<p>Dona Maria \u00e9 casada com Jos\u00e9 Rogaciano F\u00e9lix Gomes (42) e, juntos, eles t\u00eam cinco filhos: Alan (9), Alex (7), Poliana (5), Poliano (2) e Ruan Gomes (9 meses). Em 2016, durante a fase de mobiliza\u00e7\u00e3o do Programa \u00c1gua Para Todos, que tem o objetivo de construir cisternas de placas para a capta\u00e7\u00e3o e o armazenamento de \u00e1gua, destinada ao consumo humano, a C\u00e1ritas Brasileira Regional Nordeste 2, por meio dos articuladores de campo, chegou at\u00e9 a fam\u00edlia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4828\" src=\"http:\/\/www.caritasne2.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Casa-antiga-de-dona-Maria-300x272.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"272\" \/>De acordo com os crit\u00e9rios estabelecidos pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social e Agr\u00e1rio (MDSA), n\u00e3o havia d\u00favidas que a fam\u00edlia preenchia os requisitos para ser contemplada com a cisterna de placas. Entretanto, segundo o Manual Operacional dos Objetos Padronizados do Programa \u00c1gua Para Todos, para que a tecnologia social seja implementada, \u00e9 necess\u00e1rio que o grupo familiar resida em local coberto, com telhado adequado, devendo ser realizados ajustes na estrutura, quando for necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>No caso de dona Maria, n\u00e3o era apenas o telhado que precisava ser reformado, mas a casa como um todo. Constru\u00edda com taipa, que \u00e9 uma t\u00e9cnica que utiliza barro molhado para levantar paredes, a casa antiga possui, aproximadamente, 15m\u00b2. Por n\u00e3o possuir janelas, a porta principal \u00e9 o \u00fanico meio para receber ilumina\u00e7\u00e3o natural e ventila\u00e7\u00e3o. Nela, sete pessoas, inclusive crian\u00e7as, dividiam o mesmo ambiente para viver.<\/p>\n<p><strong>Mobiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A partir dessa realidade, o Regional Nordeste 2 provocou uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o. Realizada, inicialmente, pelo Programa de Conviv\u00eancia com o Semi\u00e1rido (PCSA), a a\u00e7\u00e3o reuniu agentes C\u00e1ritas, que trabalharam na constru\u00e7\u00e3o da casa desde o in\u00edcio, com o alicerce, at\u00e9 a conclus\u00e3o, com a pintura das paredes. Nesse sentido, os pedreiros, que j\u00e1 trabalham com a constru\u00e7\u00e3o de cisternas, tamb\u00e9m se juntaram \u00e0 causa e atuaram como volunt\u00e1rios. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m contou-se com a boa vontade de parceiros da institui\u00e7\u00e3o se solidarizaram com a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-4830\" src=\"http:\/\/www.caritasne2.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/a3c37520-3064-4ce3-80fc-430446e2387a-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/>De acordo com a assessora regional do PCSA, Flavianeide Pereira, a mobiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria alcan\u00e7ado o \u00eaxito sem a participa\u00e7\u00e3o de cada pessoa. \u201cO assistencialismo apenas atende uma situa\u00e7\u00e3o que, muitas vezes, \u00e9 emergencial. Diferente desse, a solidariedade \u00e9 a capacidade de promover a transforma\u00e7\u00e3o da realidade social. Gestos solid\u00e1rios, como esse, s\u00f3 podem ser feitos por amor ao pr\u00f3ximo\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da mobiliza\u00e7\u00e3o de pessoas, outro campo importante para que a a\u00e7\u00e3o fosse concretizada foi a Campanha SOS Dona Maria, promovida pelo Setor de Mobiliza\u00e7\u00e3o de Recursos da institui\u00e7\u00e3o. Ela culminou na principal a\u00e7\u00e3o da Semana de Solidariedade, vivenciada em novembro do ano passado, m\u00eas em que se comemora a funda\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas Brasileira. Al\u00e9m disso, por meio do #DiaDeDoar, que \u00e9 um movimento que tem o objetivo de promover a cultura da doa\u00e7\u00e3o, em especial, voltada para as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, a hist\u00f3ria da fam\u00edlia ganhou uma maior repercuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o assessor regional de Mobiliza\u00e7\u00e3o de Recursos, C\u00e9lio Meira, a casa \u00e9 apenas um detalhe diante de todo o processo realizado. \u201cA constru\u00e7\u00e3o da casa \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que serviu como meio para que outra pudesse ser realizada: a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica p\u00fablica de acesso \u00e0 \u00e1gua, que \u00e9 a cisterna de \u00e1gua para consumo humano. Ent\u00e3o, essa (re)constru\u00e7\u00e3o veio para fortalecer o direito da fam\u00edlia em ter qualidade de vida\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Diferente da antiga, a nova casa possui sala, cozinha, sanit\u00e1rio e tr\u00eas quartos, totalizando, dessa forma, quase 100m\u00b2. O pessoal que comp\u00f5e o quadro de colaboradores\/as no escrit\u00f3rio da C\u00e1ritas, em Recife, doou pe\u00e7as de cama, mesa e banho para formar um novo enxoval para a fam\u00edlia, al\u00e9m de brinquedos para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>De acordo com seu Jos\u00e9, a cisterna trouxe para a fam\u00edlia muito mais do que \u00e1gua, mas tamb\u00e9m qualidade de vida, inclusive no que se refere \u00e0 moradia. \u201cA cisterna por si s\u00f3 j\u00e1 \u00e9 uma grande b\u00ean\u00e7\u00e3o, mas veio melhor do que o encomendado, pois trouxe, tamb\u00e9m, uma casa. Minha esperan\u00e7a sempre foi levantar quatro paredes, mas agora a casa est\u00e1 completa. Tenho muito o que agradecer a Deus, em primeiro lugar, e depois \u00e0 C\u00e1ritas, que est\u00e1 nos dando esse suporte\u201d, afirmou o agricultor, emocionado.<\/p>\n<p><strong>Direito \u00e0 Moradia<\/strong><\/p>\n<p>Em 1948, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), ao proclamar a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, ressaltava no artigo 25\u00ba que: \u201cToda pessoa tem direito a um n\u00edvel de vida suficiente para lhe assegurar e \u00e0 sua fam\u00edlia a sa\u00fade e o bem-estar, principalmente quanto \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, ao vestu\u00e1rio, ao alojamento, \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica e ainda quanto aos servi\u00e7os sociais necess\u00e1rios, e tem direito \u00e0 seguran\u00e7a no desemprego, na doen\u00e7a, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsist\u00eancia por circunst\u00e2ncias independentes da sua vontade\u201d.<\/p>\n<p>No Brasil, o direito \u00e0 moradia tamb\u00e9m est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de 1988, no Artigo 6\u00ba, que diz: \u201cS\u00e3o direitos sociais a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a alimenta\u00e7\u00e3o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguran\u00e7a, a previd\u00eancia social, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade e \u00e0 inf\u00e2ncia, a assist\u00eancia aos desamparados, na forma desta Constitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Ainda que expl\u00edcito na Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos e na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o acesso \u00e0 moradia adequada est\u00e1 longe de ser uma realidade para todos e todas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), apenas 52% da popula\u00e7\u00e3o brasileira apresenta condi\u00e7\u00f5es adequadas de moradia, dentre elas: abastecimento de \u00e1gua, esgoto sanit\u00e1rio e fossa s\u00e9ptica. Em breve, dona Maria e a fam\u00edlia far\u00e3o parte desse contexto social.<\/p>\n<p><em>Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Regional NE2<\/em><\/p>\n<ul class=\"ssb_list_wrapper\"><li class=\"fb2\" style=\"width:135px\"><iframe src=\"\/\/www.facebook.com\/plugins\/like.php?href=https%3A%2F%2Fwww.caritasne2.org.br%2Fsite%2Fmuito-mais-uma-casa-familia-agricultora-vivera-dignidade%2F&amp;layout=button_count&amp;action=like&amp;show_faces=false&amp;share=true&amp;width=135&amp;height=21&amp;appId=307091639398582\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" style=\"border:none; overflow:hidden;  width:150px; height:21px;\" allowTransparency=\"true\"><\/iframe><\/li><li class=\"twtr\" style=\"width:90px\"><a href=\"https:\/\/twitter.com\/share\" class=\"twitter-share-button\" data-url=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/muito-mais-uma-casa-familia-agricultora-vivera-dignidade\/\">&nbsp;<\/a><script>!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=\/^http:\/.test(d.location)?'http':'https';if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+':\/\/platform.twitter.com\/widgets.js';fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, 'script', 'twitter-wjs');<\/script><\/li><li class=\"gplus\" style=\"width:68px\"><div class=\"g-plusone\" data-size=\"medium\" data-href=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/muito-mais-uma-casa-familia-agricultora-vivera-dignidade\/\"><\/div><\/li><li class=\"ssb_linkedin\" style=\"width:64px\"><script src=\"\/\/platform.linkedin.com\/in.js\" type=\"text\/javascript\">lang: en_US<\/script><script type=\"IN\/Share\" data-url=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/muito-mais-uma-casa-familia-agricultora-vivera-dignidade\/\" data-counter=\"right\"><\/script><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paredes constru\u00eddas com tijolos, sanit\u00e1rio, instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, hidr\u00e1ulica e uma cisterna para garantir o acesso \u00e0 \u00e1gua para consumo humano. 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