{"id":1810,"date":"2014-06-12T11:47:48","date_gmt":"2014-06-12T14:47:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ne2.caritas.org.br.s174889.gridserver.com\/?p=1810"},"modified":"2017-07-11T15:21:53","modified_gmt":"2017-07-11T18:21:53","slug":"diga-nao-ao-trabalho-infantil-mas-nao-so-em-tempos-de-copa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/diga-nao-ao-trabalho-infantil-mas-nao-so-em-tempos-de-copa\/","title":{"rendered":"Diga N\u00c3O ao TRABALHO INFANTIL! Mas n\u00e3o s\u00f3 em tempos de Copa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, 12 de junho, o mundo est\u00e1 com os olhos voltados para o Brasil. A Copa do Mundo, paix\u00e3o nacional, come\u00e7a hoje e mobiliza milh\u00f5es de brasileiros e brasileiras. A euforia da estr\u00e9ia pode chamuscar outra data que no mesmo dia merece igual destaque. 12 de julho \u00e9 dedicado ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todo o mundo, milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o envolvidos em alguma forma de trabalho. De acordo com dados do UNICEF, cerca de 150 milh\u00f5es de meninas e meninos, entre 5 e 14 anos, ou seja, uma em cada seis, est\u00e3o envolvidas com o trabalho infantil em pa\u00edses de desenvolvimento. Conforme estimativa da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), 7,4 milh\u00f5es de crian\u00e7as na mesma faixa et\u00e1ria est\u00e3o envolvidas no trabalho dom\u00e9stico que \u00e9, desproporcionalmente, realizado por meninas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo relat\u00f3rio divulgado pelo F\u00f3rum Nacional para a Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Infantil (FNPETI), em 2011, o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes entre 5 e 17 envolvidos em atividades econ\u00f4micas ilegais caiu no Brasil, mas ainda atinge 3,7 milh\u00f5es de meninos e meninas. O FNPETI mobiliza a campanha mundial \u201cTodos juntos contra o trabalho infantil\u201d. Para conhecer a campanha acesse www.fnpeti.org.br\/12dejunho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Denise Galvani, da Rep\u00f3rter Brasil, publicou um artigo que mostra um novo perfil do trabalho infantil. Se antes, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, quando a OIT come\u00e7ou a monitorar a quest\u00e3o no Brasil, o perfil era predominantemente rural, hoje, ele \u00e9 mais urbano. As crian\u00e7as enfrentam, em sua maioria, duplas jornadas com escola e trabalho com a pr\u00f3pria fam\u00edlia e a necessidade nem sempre est\u00e1 relacionada com a situa\u00e7\u00e3o de pobreza em que a fam\u00edlia est\u00e1 inserida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes a situa\u00e7\u00e3o de pobreza era determinante, mas hoje, segundo o Programa de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Infantil da OIT, 40% das crian\u00e7as e jovens que trabalham n\u00e3o est\u00e3o em fam\u00edlias que vivem abaixo da linha da pobreza. Para o coordenador do programa, Renato Mendes, novas motiva\u00e7\u00f5es surgiram. O dinheiro que antes complementava a renda da fam\u00edlia, hoje \u00e9 revertido para a compra de bens resultantes do desenvolvimento com um celular ou uma roupa de marca. Sendo assim, muitas vezes, o trabalho infantil est\u00e1 relacionado com a inclus\u00e3o social e menos \u00e0 sobreviv\u00eancia. Isso s\u00f3 reafirma a falta de ofertas de atividades socioculturais para crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode e n\u00e3o deve perder de vista \u00e9 que ainda hoje milh\u00f5es de meninas e meninos vivem em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil, muitas vezes degradantes, explorados e sucessivamente negados \u00e0s suas atividades de direito em estudar, brincar e se desenvolver. Se 40% n\u00e3o vivem em fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, outros 60% convivem com essa realidade e lutam pela subsist\u00eancia. E isso \u00e9 inadmiss\u00edvel!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que promovermos a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o e mecanismos que promovam a cultura cada vez maior da den\u00fancia, \u00e9 preciso que cada vez mais, governos e sociedade civil organizada, avancem em busca de garantias efetivas dos direitos das crian\u00e7as e adolescentes. Al\u00e9m disso, a\u00e7\u00f5es que promovam a supera\u00e7\u00e3o da pobreza e das desigualdades em nosso pa\u00eds tamb\u00e9m s\u00e3o maneiras de combatermos a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade em que centenas de milhares de meninas e meninos est\u00e3o expostas todos os dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 com o objetivo de garantir o princ\u00edpio da prote\u00e7\u00e3o integral \u00e0s crian\u00e7as, adolescentes e jovens que o Programa Inf\u00e2ncia, Adolesc\u00eancia e Juventude (PIAJ), desenvolvido pela C\u00e1ritas Brasileira, incentiva e ap\u00f3ia atividades educativas com foco no Estatuto dos Direitos da Crian\u00e7a e Adolescentes. Para saber mais acesse caritas.org.br.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0por Alessandra Miranda, assessora nacional de Direitos Humanos da C\u00e1ritas Brasileira<\/p>\n<ul class=\"ssb_list_wrapper\"><li class=\"fb2\" style=\"width:135px\"><iframe src=\"\/\/www.facebook.com\/plugins\/like.php?href=https%3A%2F%2Fwww.caritasne2.org.br%2Fsite%2Fdiga-nao-ao-trabalho-infantil-mas-nao-so-em-tempos-de-copa%2F&amp;layout=button_count&amp;action=like&amp;show_faces=false&amp;share=true&amp;width=135&amp;height=21&amp;appId=307091639398582\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" style=\"border:none; overflow:hidden;  width:150px; height:21px;\" allowTransparency=\"true\"><\/iframe><\/li><li class=\"twtr\" style=\"width:90px\"><a href=\"https:\/\/twitter.com\/share\" class=\"twitter-share-button\" data-url=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/diga-nao-ao-trabalho-infantil-mas-nao-so-em-tempos-de-copa\/\">&nbsp;<\/a><script>!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=\/^http:\/.test(d.location)?'http':'https';if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+':\/\/platform.twitter.com\/widgets.js';fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, 'script', 'twitter-wjs');<\/script><\/li><li class=\"gplus\" style=\"width:68px\"><div class=\"g-plusone\" data-size=\"medium\" data-href=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/diga-nao-ao-trabalho-infantil-mas-nao-so-em-tempos-de-copa\/\"><\/div><\/li><li class=\"ssb_linkedin\" style=\"width:64px\"><script src=\"\/\/platform.linkedin.com\/in.js\" type=\"text\/javascript\">lang: en_US<\/script><script type=\"IN\/Share\" data-url=\"https:\/\/www.caritasne2.org.br\/site\/diga-nao-ao-trabalho-infantil-mas-nao-so-em-tempos-de-copa\/\" data-counter=\"right\"><\/script><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, 12 de junho, o mundo est\u00e1 com os olhos voltados para o Brasil. 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