A proposta do Grito surgiu no Brasil no ano de 1994 e o 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”, e responder aos desafios levantados na 2ª Semana Social Brasileira, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”. Em 1999, o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.

O que é?

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. É uma descoberta, uma vez que agentes e lideranças apenas abrem um canal para que o Grito sufocado venha a público.

O Grito brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade para dar-lhe forma e visibilidade. O Grito não tem um “dono”, não é da Igreja, do Sindicato, da Pastoral; não se caracteriza por discursos de lideranças, nem pela centralização dos seus atos; o ecumenismo é vivido na prática das lutas, pois entendemos que os momentos e celebrações ecumênicas são importantes para fortalecer o compromisso.

Por que o 7 de setembro?

É o dia da comemoração da independência do Brasil. Nada melhor do que esta data para refletir sobre a soberania nacional, que é o eixo central das mobilizações do Grito.
Nesta perspectiva, o Grito se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, além de um dia de festa e celebração, vai se tornando também em um dia de consciência política de luta por uma nova ordem nacional e mundial. É um dia de sair às ruas, comemorar, refletir, reivindicar e lutar. O Grito é um processo, que compreende um tempo de preparação e pré-mobilização, seguido de compromissos concretos que dão continuidade às atividades.

Objetivos Gerais:

Organizar o máximo de ações que fortaleçam a organização, a mobilização e as lutas populares.
Anunciar, em diferentes lugares, sinais de esperança da construção de um mundo melhor a toda população.
Denunciar toda e qualquer injustiça cometida pelo sistema capitalista, irradiando a mensagem de que as mudanças acontecerão com o povo em luta, ocupando praças e ruas por direitos e liberdade.

Por que Rodas de Conversa?

A proposta das Rodas de Conversa é que as pessoas possam olhar umas para as outras, sorrir, cantar, esperar o tempo do outro no compasso da roda. O tema para este ano é “Vida em Primeiro Lugar” e o lema: “Por Direitos e Democracia a Luta é todo dia!”.

As conversas serão feitas a partir dos eixos de debate do Grito deste ano, que são os seguintes: Unir os(as) generosos(as); Democratizar a comunicação; Direitos básicos;  Que projeto de país desejamos. Que Estado queremos? Estado fomentador de violência; Participação política e emancipação popular; Uma ecologia integral.

Os encontro são uma oportunidade de motivar grupos e comunidades no compromisso com as prioridades para a população brasileira neste momento.

Boa Roda de conversa e vamos à luta! Acesse os roteiros para as Rodas de Conversa AQUI


Há um roteiro de celebração para este ano?

Sim. O roteiro de celebração do Grito dos(as) Excluídos(as), à luz da  Campanha da Fraternidade deste ano, sobre os biomas brasileiros e o cuidado com a Criação, já bastante ameaçada, é um subsídio para animadores e animadoras do Grito dos(as) Excluídos(as). Por isso, pode ser adaptado e usado em celebrações ecumênicas, celebrações eucarísticas, celebrações dominicais da Palavra, atos públicos, entre outras expressões religiosas.

Neste momento, tão grave para o nosso país, os direitos do povo estão sendo destruídos e a democracia destituída de conteúdo, enquanto o povo está sendo cada vez mais afastado das decisões. Apesar disso, renascem as lutas e propostas de um mundo diferente do que está aí.

O Grito não se limita às denúncias, mas ao anúncio de que é possível organizar a vida de outra forma, sem submissão, e discriminação! Entre a vida e a morte, a vida é mais forte! Nos garante o Ressuscitado, Jesus, cujo grito na cruz condensa os gritos dos(as) excluídos(as) da terra!

Convidamos cada local, cada comunidade, movimento social, grupo de rua, a participar ativamente do Grito, que é de todos e todas nós.

Acesse o roteiro para a Celebração AQUI

SAIBA MAIS:

http://www.gritodosexcluidos.org/