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Implementação de biodigestores leva gás de cozinha para famílias agricultoras no Regional NE2

Implementação de biodigestores leva gás de cozinha para famílias agricultoras no Regional NE2
 Entre os muitos benefícios dos biodigestores está a redução de gastos para as famílias devido a produção de gás de cozinha natural, e geração de fertilizante para os quintais produtivos


Com os constantes aumentos nos preços dos combustíveis, a tecnologia social do biodigestor tem sido uma alternativa que está mudando a vida de famílias agricultoras em comunidades rurais nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, a partir da produção de gás de cozinha natural, o biogás, e com geração de biofertilizante (adubo orgânico) para os quintais produtivos. O biodigestor está inserido dentro das três tecnologias sociais que constituem as Unidades Demonstrativas Territoriais (UDTs), implementadas pela Cáritas Regional NE2, em parceria com a instituição católica alemã, Misereor, através do Projeto Promoção e Defesa de Direitos na Sociedade do Bem Viver. As UDTs tem como objetivo fortalecer experiências comunitárias em torno da produção agroecológica, da convivência com o semiárido e da segurança alimentar e nutricional, e consiste na implementação da tecnologia social do biodigestor familiar, de um canteiro econômico e um de casal de animais de pequeno porte.

O processo de produção de biogás é realizado a partir de bactérias existentes no esterco colocado no biodigestor, podendo ser de animais de pequeno e de grande porte. O biodigestor normalmente é composto por três partes: caixa de carga, tanque de fermentação e caixa de descarga, não passando o odor ou substância aos alimentos cozinhados no fogão.

Cada estado está sendo contemplado com três UDTs compostas por um biodigestor, um canteiro econômico e duas matrizes de animais de pequeno porte, adotando os princípios básicos da agroecologia que buscam o equilíbrio entre todos os componentes do sistema produtivo, ofertando produtos de qualidade para os consumidores. Ao todo serão 12 UDTs implementadas, beneficiando assim, 36 famílias diretamente, e um quantitativo ainda maior dentro da comunidade.

Na Paraíba, as comunidades beneficiadas são Pedrinha D’água e Poço Verde e Cabeçudo no município de Casserengue, e Caraúbas e Lagoa D’água em Cacimba de Dentro , uma microrregião do Curimataú oriental no território da Borborema. Na região semiárida de Alagoas as tecnologias sociais estão distribuídas entre as comunidades de Serra Bonita e Serra das Pias no município de Palmeira dos Índios, e nos sítios Belém, Açude, Boa Vista e São Luiz, no município de Maravilha.

Em Pernambuco, foram contempladas as comunidades quilombolas de Estivas, no município de Garanhuns, no Agreste, e o assentamento Flor de Maria, no município de Água Preta, na Zona da Mata Norte. No Rio Grande do Norte, foram selecionados os grupos Florescer da Serra, em Lagoa Nova,  e comunidade Bolandeira, no município de Equador, no território do Seridó.

Muitos são os benefícios dessa tecnologia social, entre eles está a redução do desmatamento e dos efeitos associados à mudança climática, redução do efeito estufa com a transformação do gás metano liberado pelo esterco em biogás e fertilizante, melhora das condições de saneamento rural com o descarte adequado dos dejetos animais, além da redução de infestação por verminoses e moscas. Ainda dentre os benefícios do biodigestor, está a redução de gastos, por conta da produção natural do gás de cozinha e o benefício alimentício, produzindo fertilizante para que os quintais produtivos produzam os frutos e verduras cultivados de forma orgânica e sem utilização de veneno.

 


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